30/01/2012 - 16:00 | Atualizado em 30/01/2012 às 21:54
Associação organiza festa de centenário dos bairros Laranjal, São Bento e Papagaio
Primento no início de 1912
Desbravadores da região do São Bento vieram dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul (Foto: Edilson Nantes/Arquivo )
A Associação das famílias dos Bairros Laranjal, São Bento e Papagaio organiza para os dias 11 e 12 de fevereiro a festa comemorativa aos 100 anos de povoação da região. No sábado, a comemoração terá início às 19h e no domingo a partir das 10h. O evento será realizado no 'Clube de Laço Chaparral' e terá entrada franca.
Segundo o presidente da associação, Edilson Nantes, toda a renda obtida com a venda dos produtos disponíveis na festa será revertida para a compra de uma máquina agrícola, que ficará à disposição das famílias associadas.
Além dos gêneros alimentícios, a festa contará com animação do grupo de baile 'Garotos dos Pampas', que promete animar o público presente com músicas do estilo regional e sertanejo.
No domingo, às 10h, será realizada uma homenagem aos pioneiros, com a apresentação de fotos históricas, que retratam os primeiros passos das famílias que desbravaram a região.
Os convites para o jantar de sábado e almoço de domingo serão vendidos no local. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (67) 9978-3174.
Famílias chegaram na região há cem anos (Foto: Edilson Nantes/Arquivo )
Origens
Os bairros Laranjal, São Bento e Papagaio existem desde 1911, quando, por meio de carretas puxadas por bois (único meio de transporte disponível para as estradas da época), começavam a chegar os primeiros desbravadores da região, oriundos dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
A área, denominada inicialmente apenas como Gleba São Bento, foi adquirida das mãos de Domingos Barbosa Martins, que havia requerido as terras do Governo Federal.
Primeiras famílias
As primeiras famílias a chegarem à região do São Bento, por volta do ano 1912, foram os Mattos e os Chaves Nantes. Eles trouxeram rebanhos e iniciaram a pecuária naquela localidade.
Nesta época, os alimentos eram produzidos artesanalmente pelos próprios moradores. Produtos industrializados como sal branco, ferramentas, tecidos, açúcar branco e remédios eram adquiridos após longas viagens de carro de boi ou à cavalo, nas cidades de Presidente Epitácio (SP) e Campo Grande.
Alguns anos mais tarde, de 1920 em diante, a região recebeu mais famílias como os Machado de Oliveira, os Garcia, os Lemes, os Marques, os Barros, os Cano, os Pereira de Oliveira, os Golçalves entre outras.
Primeiras famílias se instalaram na região do São Bento em 1912; na foto Clarindo Nantes e família (Foto: Edilson Nantes/Arquivo )
Economia
A principal atividade econômica entre estas famílias era a criação de gado, vendido aos compradores do estado de São Paulo. A comitiva passava pelas fazendas comprando gado que seria levado para terras paulistas.
Outra atividade, de menor porte, desenvolvida pelas famílias pioneiras, era a produção de queijo, rapadura, doces, melado de cana e açúcar mascavo, vendidos aos funcionários da companhia Mate Laranjeira, que atuavam do outro lado do Rio Ivinhema, onde hoje é o município de Angélica.
Após o início da década de 1950, com o nascimento de Nova Andradina, a Gleba São Bento se viu mais próxima de recursos como assistência médica, comércio e a presença da Igreja Católica, cujos padres celebravam missas nas fazendas.
Com a organização das comunidades, a criação das capelas e a atuação política, a antiga Gleba São Bento foi aos poucos de dividindo nos bairros Laranjal, São Bento e Papagaio, tal como conhecemos
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