Vereador de Taquarussu defende que professores agridam alunos com puxões de orelha, como forma de correção
“Alfeu Cabral, diz não se importar nem um pouco, que professor de puxão de orelha em seu filho, se precisar”.
José Antônio de Andrade
Imagens: ABr
Durante Sessão Ordinária desta última
segunda (14) realizada pela Câmara Municipal de Taquarussu, município
que fica no Sul de Mato Grosso do Sul, há 333,3 km da capital do Estado,
um dos parlamentares, o vereador Alfeu Cabral da Luz (PMDB), de 60
anos, usou a tribuna da Casa de Leis, para dizer que defende que
professores deem puxões de orelha em alunos (crianças) como forma de
correção.
Mesmo que sem a intenção direta de
promover a violência em escolas, o discurso pode ser entendido como
incentivo para educadores da rede municipal de ensino do município,
agridam alunos, como forma de correção.
Porém, o vereador não fez referências de
quais instituições de ensino, se do município ou não, bem como de
escolas públicas ou particulares, seriam os professores, que na opinião
dele, deveriam tomar tais atitudes contra alunos.
Discurso
Alfeu iniciou sua fala, dizendo que só faria agradecimentos. Até iniciou cumprimentando as crianças de seu município, pela passagem do “Dia das Crianças” tanto aquelas que tiveram quanto as que não tiveram a oportunidade de receber um presente, no dia 12 de outubro.
Alfeu iniciou sua fala, dizendo que só faria agradecimentos. Até iniciou cumprimentando as crianças de seu município, pela passagem do “Dia das Crianças” tanto aquelas que tiveram quanto as que não tiveram a oportunidade de receber um presente, no dia 12 de outubro.
O parlamentar aproveitou para deixar um
abraço a todos os professores do município pelo “Dia do Professor”
comemorado no dia 15 de outubro, e também os parabenizou em nome de sua
esposa, Lucinda, que leciona na escola Dr. Martinho Marques em
Taquaussu.
“Quero cumprimentar a cada um dos
professores desse município, esse pessoal que tem a responsabilidade
muito grande, que é educar os nossos filhos. Primeiro as nossas crianças
são educadas em casa, até os cinco anos, depois vão para as mãos dos
professores, e eles que vão continuar dando a educação necessária para
essas crianças. Os pais também devem acompanhar e ser parceiros dos
professores. Eu até me acho estranho, quando eu vejo pessoas irem até a
escola, como já ouvi muitos comentários, aonde pai e mãe, que vão até a
escola para brigarem com professores, porque falaram alto com aluno, ou
talvez, deram um puxãozinho de orelha, salienta”.
Conforme o vereador o professor é o
segundo pai da criança. Na opinião dele, os professores tem todo o
direito de corrigir seus alunos. Para reforçar sua visão, Alfeu disse
que em seu tempo os professores batiam nos alunos com uma régua, de um
metro de comprimento. Isso quando o aluno desrespeitava o professor. Já
hoje em dia, o vereador disse que não se pode mais relar nos alunos.
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